E não vou falar de psicologia, muito menos de qualquer coisa que algum leitor desavisado tenha alguma dificuldade de entender, especialmente por vocabulários ou temas restritos.
Vou é falar da minha vida e como ela anda. E o legal é que ela anda muito bem, resolvi fazer algumas coisas diferentes dela nessa altura do campeonato, com o fim das férias chegando e eu cansado de reclamar do clichê tédio de férias.
Pois então, a mais importante dessas coisas foi resolver que é hora de abrir o leque de opções por aqui, não sei até quando vão durar as amizades que se conquistaram no interior e a única certeza que tenho quanto a esse assunto é que será difícil mantê-las com grande proximidade, por questões geográficas óbvias. Tampouco sei onde vou estar após o fim do curso e isso é fonte de angústias também. Alia-se a essas questões o fato de que é preciso encarar a perspectiva de poucos amigos aqui em SP, sobraram aqueles poucos do colégio, e sempre foram poucos, agora são ainda menos, um descambou pra cá, outra descambou pra lá, a bem da verdade é que de cinco restaram três com quem realmente dá pra contar.
A solução pra isso veio de maneira até que meio inesperada, pois eu precisava era apenas resgatar outras fontes de amizade, especialmente daquele que nunca me falhou em trazer oportunidades de vida, o bom e velho MJ. Tem uma boa galera que eu conheço há anos, outros que estou começando a conhecer, outros que estou revendo e me reaproximando, os quais descobri que posso também contar como uma opção de vida, como uma escolha válida, como gente em quem confiar e contar. E eu quero é reforçar isso, é saber que existem mais coisas por aí do que eu sempre acostumei a ver, mais amigos do que eu sempre me acostumei a ter, e as coisas vão melhorando, se abrindo, ao ponto de vc sair uma noite, com alguns amigos, voltar de manhã, quase não dormir e receber em casa outros amigos na mesma tarde, porque simplesmente vc não quer abrir mão de nenhuma dessas oportunidades pelas quais vc tanto reclamou quando se queixava de tédio.
Além de abrir o leque de amigos e mantê-los, lutar por isso, vale a pena também se mexer um pouco, não ficar preso ao comodismo que o sofá e a internet lhe proporcionam. Pegue um ônibus, dois, três, use o trem, o metrô, os pés principalmente. Sabe o que é gostoso? Experimente andar pelas ruas de um bairro que vc passou a vida inteira de carro mas nunca andou a pé, pegou ônibus, teve que perguntar como chega na rua x ou onde sai o ônibus pro lugar x. Você comeu sua vida toda naquela pastelaria que vc sabe que tem o melhor pastel de carne do mundo, mas vc já foi pra lá a pé? "Ah, vc tem que dirigir, tem que pegar prática, e mimimi" ah to nem aí pro carro, se precisar dele eu uso, se eu tiver vontade eu o pego, ainda bem que o tenho se preciso, mas ao mesmo tempo que ele facilita por um lado, restringe o descobrimento por outro, ao descobrir um caldo de cana fmz na esquina da rua tal ou uma loja de porcarias baratas daquela que toda criança adora bem em frente ao ponto do ônibus que te deixa na porta de casa?
E as férias tão entrando na reta final, embora ainda faltem 20 dias, e eu acho que muita coisa vai rolar, as vezes vai batendo aquela vontade de que acabe logo, pra recomeçar o curso, e ao mesmo tempo bate aquela pena por estar acabando esse tempo que acabou se tornando tão gostoso, tão diferente, foram férias diferentes, me trouxeram crescimento, coisas boas.
Resta saber aproveitar esses 20 dias, espero conseguir.